Review: Tim Burton – Alice no País das Maravilhas

Recontar de uma maneira diferente um grande sucesso da literatura internacional pode ser a escolha ideal para um se produzir um grande sucesso de bilheteria e, ao mesmo tempo, atrair a atenção da mídia. Imagine agora ter um roteiro original, baseado na obra de Lewis Carrol, com um elenco de fazer inveja em qualquer pessoa da indústria cinematográfica e ainda por cima ter o apoio da maior empresa de entretenimento do mundo: Walt Disney.

Foi com essa mistura de componentes que Tim Burton nos desafiou a fazer parte de um País das Maravilhas mudado, com uma Alice adulta e personagens dominados pelo medo da Rainha de Copas.

Mais uma vez o diretor apostou na parceria com Johnny Depp e com sua mulher, Helena Boham Carter, além de incluir no elenco atores maravilhosos, como Anne Hathaway e Alan Rickman. Os personagens ficaram fantásticos, são bem caracterizados e bem interpretados. A loucura de cada personagem é levada a extremos, com direito a ataques de carência, tiques nervosos e diálogos ainda mais confusos.

Mesmo com toda a capacidade do elenco, o roteiro deixa a desejar… é previsível, e fraco, na minha opinião. Claro que essa falta de ação e de melhor aproveitamento da história pode ser atribuída a características adotadas pela Disney. A história deveria ser totalmente adulta, mas houve um desvio no roteiro para deixá-lo mais infantil. Senti falta do macabro e sombrio observado em muitos filmes do Tim Burton, que tornam suas histórias tão especiais e marcantes…

Assim como Avatar, o filme será mais lembrado pelo visual marcante do que por um roteiro interessante. Simplesmente amei os castelos de ambas as rainhas, o cenário da eterna Mad Tea Party… amei que a batalha final foi travada em uma espécie de tabuleiro, amei o exército de cartas de baralhos da Rainha de Copas, assim como amei o exército de peças de xadrez da Rainha Branca… É tudo muito bonito, até as partes já destruídas… e dá vontade de viver no País das Maravilhas para sempre!!!

E o que dizer dos figurinos do filme? Quem falar que não se encantou com as roupas de Alice, os chapéus do Chapeleiro louco e com as maquiagens super fortes do filme, não conhece nem um pouco o estilo de Tim Burton, certo? O exagero, no caso desse diretor, está intrinsecamente relacionado ao belo… e não há dúvidas que esse filme deverá se rum forte candidato a premiações de maquiagem e figurino no Oscar. Cada detalhe – aquela fita no vestido, a pluma do chapéu, os tons de berinjela na maquiagem e afins – são encantadores, mesmo sendo utilizados por personagens tão excêntricos.

Não é a toa que Alice no País da Maravilha inspira a moda, com maquiagens, esmaltes, roupas e acessórios diversos. E que cortem as cabeças de quem nunca pensou em aderir à tendência!!!

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