Resenha: Karate Kid

Ao descobrir que remakes de filmes serão feitos, existe um certo pé atrás: será que vai ser tão bom? Ou será que vai ser pior? Ou será que vai ser pior? Quem vai ser o personagem principal? – perguntas assim passam nas cabeças de quem conhece a versão original.

E como está na moda adaptar filmes de livros ou fazer remakes (Star Trek e Tron Legacy), não podia deixar de assistir Karate Kid – afinal Mr Miyagi e Daniel San fizeram parte da minha infância.

Dessa vez, a história muda um pouco de figura (por mais que haja semelhanças no enredo, observa-se grandes mudanças nos personagens e cenários): Agora assistimos a história de Dre Parker, um garoto que se muda de Detroit para a China (o original se passava em Los Angeles) e se depara com um grupinho bem chato de chineses (BULLYING DETECTED). Mais tarde Dre descobre que os chineses não só odeiam ele, como também são super treinados em Kung Fu.

E depois que Dre joga um balde de água suja no grupo de chineses, uma perseguição com saltos e acrobacias bem legais se inicia, e termina algum tempo depois em um beco sem saída próximo à casa de Dre. O garoto apanha bastante do grupo, mas os chineses são interrompidos por Mr Han, zelador do complexo de casas onde Dre vive.

E uma sequência de fatos: tentativa de convencer o treinador dos chineses a ser menos violento (o que de nada adianta), tentativa de impedir que Dre apanhe – acabam forçando Dre a competir em um campeonato de Kung Fu, sem saber nada dessa arte.

A partir disso, inicia-se uma sequência de treinamentos para ensinar a Dre técnicas do Kung Fu – as sequências dos treinamentos são bem interessantes e passam desde a pendurar a jaqueta até a subir muitas escadas!

O filme trabalha com o lado bom de se aprender artes marciais: disciplina, movimentos belos, dedicação – sem necessariamente precisar recorrer à violência… afinal Kung Fu é uma ARTE marcial, não uma justificativa para se brigar na rua.

O filme possui alguns buracos – parece que houve uma certa tensão entre Mr Han e o treinador dos chineses, mas isso não é explicado, não tem muita explicação sobre o sucesso da garota que o Dre se apaixona… coisas assim – e é bastante longo (juro que não esperava que o filme tivesse mais de 120 min).  Por outro lado, a China combinou bastante com o filme e dá vontade de viajar para lá só para entrar na Cidade Proibida ou andar sobre a Muralha da China. E a atuação de Jaden Smith é bastante convincente – o menino tem um pouco do humor do pai, um dom para drama e as caras de ação da mãe! E o Jackie Chan sempre vai ser o Jackie Chan – poucos atores americanos que falam um inglês perfeito conseguem fazer o sotaque chinês que ele fez no filme… e ele ainda consegue brincar de luta =)

Enfim, acho que os pais do Jaden, Jada e Will Smith, acertaram nessa… lógico que o filme não é do nível da Academia de Cinema, mas o filme é bem divertido e empolga/diverte tanto quanto o antigo!

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