Resenha: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

Era para eu ter visto Harry Potter sexta (dia 19), mas acabei conseguindo um ingresso para assistir na pré-estreia no Diamond Mall dia 18 – o que foi o máximo! Além de ter visto o filme antes, também foi bom porque o projetor do Pátio Savassi decidiu parar de funcionar algumas vezes o que tornou muito desagradável a exibição do filme ontem na sala 5, às 15:10 (acabei desistindo de ver pela segunda vez, mas o farei eventualmente).

(AVISO: essa resenha contém spoilers do filme e pode estragar sua experiência no cinema!)

O filme começa com cenas que deixam claro o clima de tensão no mundo dos bruxos: o discurso do Ministro de Magia enfatizando a força do Ministério, Hermione apagando a memória dos pais (cena muito interessante e forte, uma vez que as imagens das fotografias se apagam também), os tios de Harry se mudando, as caras de preocupação na Toca (casa dos Weasleys). Com Lord Voldemort a solta, as pessoas trouxas ligadas a bruxos e os bruxos ligados a trouxas correm riscos.

A tensão aumenta quando a cena muda. A reunião de comensais da morte na casa dos Malfoys mostra a professora de Estudos sobre Trouxas sendo torturada enquanto os comensais debatem a transferência de Harry Potter para um lugar seguro (informação dada por Snape). O título do filme aparece somente depois disso, quando a cobra Nagini sobre na mesa para engolir a professora – que foi morta com um Avada Kedavra.

A cena seguinte mostra Harry se despedindo da casa dos Dursley, inclusive do armário debaixo das escadas, quando alguém bate na porta. Alastor Moody e vários personagens conhecidos entram na casa para levar Harry ao lugar seguro. E nessa cena aparecem dois personagens desconhecidos para quem nunca leu os livros: Bill Weasley (irmão mais velho de Rony) e Mundungos Fletcher (saqueador barato que faz parte da Ordem da Fênix). Eu amei a escolha de ambos – ótima caracterização – e ia ficar bem chato se eles não tivessem aparecido. E essa cena foi bem engraçada, ainda mais que personagens como os gêmeos, a Fleur, Rony e Hermione se transformaram em Harry!

Perseguições e trocas de feitiços predominam na cena da transferência de Harry para a Toca. Só que diferentemente do livro, a cena ganha toques mais interessantes ao mostrar Hedwiges (a coruja) defendendo Harry antes de ser morta, sendo que isso que denuncia o verdadeiro garoto (no livro o que denuncia Harry é um feitiço) – amenizaram as pressões e acusações contra o garoto.

A chegada na Toca é tão triste quanto no livro: Hedwiges se foi, Moody também e o Jorge (um dos gêmeos) perdeu a orelha… mas logo em seguida temos o dia do casamento do Bill (Gui) e da Fleur, com direito a beijo do Harry e da Gina, Jorge pendurando uma escova de dente no antigo lugar da orelha, visita do ministro da Magia para discutir o testamento de Dumbledore e Luna Lovegood com o pai!

Só que a notícia da morte do ministro da Magia muda muita coisa e a festa de casamento é invadida por comensais da morte – Harry, Rony e Hermione desaparatam da festa e vão parar no centro de Londres. Lá descobrem a bolsa fantástica da Hermione, que é praticamente um depósito de coisas (feitiço não detectável de extensão) e enfrentam comensais em uma cafeteria (achei mais válido a cena do filme que a do livro, pois tem menos comensais que no livro, o que é mais possível e menos “overpower”).

Depois disso, o trio decide se abrigar na casa do Sirius – antiga sede da ordem da Fênix. Após descobrir que R.A.B são as inicias de Regulus Arcturo Black, irmão de Sirius, eles descobrem com a ajuda de Monstro e Dobby (muito boa a volta do Dobby) que um dos Horcruxes – o medalhão da Sonserina – foi vendido por Mundungos Fletcher a querida (NOT) Dolores Umbridge – personagem mais insuportável ever (o que mostra que a atriz fez um ótimo trabalho). E o trio decide que vai usar poção Polissuco para invadir o Ministério – agora ocupado por simpatizantes de Voldemort.

A cena do Ministério foi extremamente bem feita: realmente demonstrou a dificuldade de Harry, Rony e Hermione em serem uma pessoa que nem conheciam (os adultos interpretando os três jovens foram geniais!) mostrou um pouco mais do Ministério e foi bem versátil – principalmente na hora da fuga do trio do Ministério.

E foi exatamente por culpa de uma falha na fuga (que foi razoavelmente bem explicada no filme), Rony sofre um pequeno acidente e quase perde o braço – a maquiagem dessa cena é de revirar o estômago. Tem início aí as cenas de acampamento dos três personagens – cheias de conflitos existenciais (culpa do peso do medalhão da Sonserina), preocupação com os que foram deixados para trás (Rony fica ouvindo os desaparecidos no rádio), necessidade de se movimentar para fugir de seqüestradores e comensais, maior aproximação do Rony e da Hermione ao mesmo tempo em que há um destaque para cenas de ciúmes de Rony com Harry e tudo isso atrelado ao peso de continuar a busca pelos Horcruxes e destruir o medalhão.

Só que o ciúme de Rony, faz com que ele abandone Harry e Hermione quando o primeiro acredita que a amizade dos dois é mais do que Rony aceitaria. E Harry e Hermione devem continuar a jornada sozinhos, indo para Godric’s Hallow – vilarejo onde Harry nasceu e perdeu os pais, onde Dumbledore cresceu e onde viveu o fundador da casa da Grifinória (Godric Gryffindor). E essa cena, na minha opinião, me fez crer que eu estava lendo o livro novamente e não vendo o filme: foi simplesmente perfeita – do ponto de vista de adaptação. A tensão da visita de Harry ao cemitério onde os pais estão enterrados, o encontro com Batilda Bagshot – que conhecera Dumbledore e sua família -, a descoberta que, na verdade, Nagini tomou poção polissuco e se transformou em Batilda e a luta de Harry e Hermione para escapar da cobra ficaram assustadoramente perfeitos (e pode botar assustador nisso, que a cena é tensa).

Depois disso, eles saem de Godric’s Hallow e Harry descobre que perdeu a varinha na luta contra Nagini… mas ao mesmo tempo, ele recebe a visita de um patrono (uma corsa) e ele o leva para a espada de Godric Gryffindor (arma que apareceu no segundo filme e que seria essencial para destruir Horcruxes). E mais um presente vem logo em seguida: Rony volta, graças ao Desiluminador que Dumbledore deixou para ele em seu testamento e faz um discurso muito fofo que envolve ter ouvido a voz de Hermione e que isso o fez voltar.
E cabe a Rony destruir o medalhão da Sonserina. Nesse momento vem a cena mais cretina – na minha opinião – mas que deve ter agradado muitos fãs que sempre sonharam ver Harry e Hermione juntos. Ao abrir o medalhão, são revelados os maiores medos de Rony: aranhas e seus melhores amigos contra ele e juntos um do outro. A cena foi bem feita, não posso negar (o brilho da pele, dando aos atores um ar mais de bonecos de porcelana, ficou muito bonito)… mas quando a força do medalhão revela uma cena do Harry e da Hermione nus (SIM!!! NUS) se beijando, eu achei exagerado e bastante sexy para um filme que muitos adolescentes com pensamentos idiotas assistem. Sei lá, foi bem menos contido do que eu esperava…

Depois de destruir o Horcrux, o trio decide ir a casa de Xenófilo Lovegood, pai da Lune, para descobrir a história das relíquias mortais (a varinha mais poderosa – objeto de ambição de Voldemort, visto que sua varinha não conseguiria matar Harry -, uma pedra que pode ressuscitar pessoas por alguns instantes e a capa de invisibilidade), mas descobrem que Xenófilo está mais preocupado com o sequestro da filha (Luna está desaparecida) a ponto de entregar o trio para os comensais.

Ao escaparem da casa de Xenófilo, os personagens encontram sequestadores e tentam escapar dos mesmos, mas ainda assim são capturados – a cena de perseguição na floresta foi digna de filme de suspense! Hermione desconfigura o rosto de Harry, mas não consegue esconder a cicatriz de raio e o trio é levado para a mansão dos Malfoy. Nessa cena eles descobrem que o Olivaras, um dos duendes do Gringotes e a Luna estão presos no calabouço da mansão. E para mim, essa é a cena mais agonizante: enquanto Harry e Rony estão no calabouço, Hermione é torturada pela Belatrix – que está revoltada porque a espada de Gryffindor apareceu com os meninos e estava em seu cofre em Gringotes – e os gritos de Hermione me deixaram em pânico. Claro que Dobby chega para salvar o dia, resgata os prisioneiros, dá uma lição de moral na Belatrix e infelizmente morre – cena mais que triste do filme. A última aparição do trio nessa primeira parte de Relíquias da Morte é através do enterro de Dobby…

E então muda a cena: finalmente Lord Voldemort consegue a varinha de Sabugueiro (a varinha das relíquias mortais), ao violar o túmulo de Albus Dumbledore. O filme acaba aí: com Voldemort usando a varinha para lançar uma marca negra sobre o túmulo do Dumbledore. Não é exatamente um final para um filme, mas foi uma boa escolha para o desfecho da primeira parte, pois teve impacto, não foi tão súbito e ainda aumentou a minha vontade para ver a continuação.

Eu simplesmente AMEI o filme… me encantou em vários sentidos e me deu uma injeção de ânimo após anos acompanhando os outros filmes que não necessariamente me atendiam. O público alvo desse filme foram os fãs, claramente, o que eu achei mais que devido. Foi tudo muito bem feito se formos considerar o livro: até personagens ignorados e descartados em filmes anteriores, como Mundungos Fletcher e o Dobby, apareceram nesse filme e deram um toque bem mais familiar a adaptação para as telas. Os cenários, diálogos e objetos também foram bem condizentes com as descrições da J.K. Rowling (vamos combinar que toda mulher sonha com uma bolsa igual a da Hermione, né? Cabe TUDO ali!). E as atuações foram impressionantes: as falas, expressões e tudo mais não pareciam forçadas – Daniel finalmente me convenceu de que ele pode chorar! Havia muita tensão no ar e muitas cenas que davam muita agonia, o que é realmente algo que se espera no sétimo livro/filme, o que os atores conseguiam transparecer – quem não ficou agoniado com a cena da tortura da Hermione, enquanto o Rony escutava tudo do calabouço realmente não devia ter assistido ao filme.

O conjunto de elementos desse filme – fotografia, figurino, cenário, roteiro e até os cortes bruscos – deram a impressão que eu estava com o livro em mãos, enquanto uma grande tela preenchia meus pensamentos! Parabéns à produção desse filme, inclusive David Yates pelo ótimo trabalho! Nada mais justo e mais interessante do que uma despedida dos filmes em grande estilo!

(As imagens foram retiradas da internet – divulgação Warner)

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19 pensamentos sobre “Resenha: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

  1. Concordo com tudo Nanda! A cena do Dobby foi perfeita… esse filme finalmente fez juz a historia… Sempre achei que a ideia de dividir em dois era a unica maneira de valorizar a historia sme sacrifica-la por causa do tempo. A parte deles beijando “nus” tambem foi meio estranho.. todo mundo no cinema ficou “anh”? Eu acho que deveriam editar… ficou meio puxado pras crianças. (Mas acho que tem a ver com aquela coisa da JK de falar que a historia cresceu junto com os leitores ne?)

  2. Ah! Concordo sobre a cena do beijo do Harry e da Mione. Achei desnecessário. Quanto eu falei com minha irmã isso, que eu tinha achado meio apelativo, ela protestou “Ué, mas nem aparece nada!” Mas mesmo assim. Achei que foi algo desnecessário, completamente dispensável.
    Uma cena que eu achei muito tensa e muita gente não achou, foi quando o Harry mergulha para buscar a espada. Eu tinha imaginado de outra forma no livro; quando eu vi ele andando descalço na neve, e então pulando naquela água gelada, lembrei de quando fui para Angra dos Reis em pleno inverno e fui nadar na piscina… se quando ela está “fria” já é horrível, imagina quando ela está congelada! Tive muita gastura naquela cena :p
    E realmente, a cena da Batilda foi muito tensa! Muito bem feita…
    E a cena da casa dos Malfoy foi muito bem pensada: Aquele breve momento de descontração com o Dobby soltando o parafuso do lustre quebrou toda a tensão da cena… só para então devolver tudo com uma intensidade muito maior, com o momento mais emocionante do filme todo.
    O fim do filme também foi uma grande jogada da Warner, parar aonde parou. Todo mundo já estava entusiasmado para ver mais e parou no momento mais tenso.
    Não sei, mas eu chutaria que a segunda parte terá uma bilheteria ainda mais bem sucedida do que a primeira! Só espero que a qualidade não deixe a desejar!

    • eu tambem fiquei super agoniada com a cena do mergulho do Harry!!! deve ser mega tenso… eu ja escorreguei em neve derretida (tinha uma camada de gelo em cima e embaixo era so agua gelada) e me molhei ate o joelho… e foi horrivel!!!

      tambem acho q a bilheteria so vai aumentar… =)

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  4. Só tenho uma coisa a dizer “moço, eu quero ir embora porque o projetor não funciona”. XD Acho mesmo que o filme foi feito para os fãs, bom para agradar aos mais puristas. As pequenas licenças poéticas foram isso mesmo, poéticas, e plasticamente funcionaram perfecto no filme. Sobre a cena de Harry/Mione eu sou da seguinte opinião: o que a alma podre de Voldie mostra, mostra com a mesma intensidade do medo de quem está sendo atacado; a intensidade do medo é proporcional ao tamanho da paixão e/ou irracinalidade que o alimenta. Desse modo, faz todo o sentido que seja tão intensa. Alpem do mais, o filme é PG-13. Adolescentes têm acesso a coisas BEEEEEEEEEEEM mais picantes nas séries de Tv e novelas da globo. 😉 Filme 4 estrelas per moi.

    • so achei desnecessario, Sel… por mais que fosse parte do momento!!! =))) e “moço, eu quero ir embora porque o projetor não funciona” – “TEM QUE ESPERAR O GERENTE” (by funcionario que mais parecia seguranca!!!

  5. Concordo em muitas coisas que você disse Nanda, o filme foi feito para fãs e isso é indiscutivel, como vc disse parecia que eu estava relendo o livro e não assistindo ao filme, este filme trouxe de volta toda a sensação prazerosa de Harry Potter que não conseguia ter desde de o Cálice de Fogo, para mim foi um ótimo trabalho o de David Yates, mas ainda assim tenho lá minhas birras com ele pelo trabalho em Ordem e Enigma, o filme em si, fotografia, figurino, trilha sonora estava ótimo o roteiro só deixou a desejar na minha opinião em dois momentos, a despedida dos Dursley foi totalmente banal no filme, cadê o pedido de desculpas do Duda?Mesmo eles desaparecendo de alguns filmes eu espera um fim mais digno para eles, e Rabicho, fez uma careta ao receber os feitiços de Harry e Rony cadê a morte que eu tanto esperava?
    Achei a morte de Doby muito mais digna e bem tratada do que a de Dumbledore e Sirius, os atores estão fantásticos, destaque para Rupert, e Helena concerteza nasceu para viver Belatriz, o filme é uma onda de adrenalina e o final é só um aperitivo para o que estar por vir, o filme foi tudo e muito mais do que eu esperava, agora é só esperar para chorar e muito no ano que vem, filme 4 estrelas.
    Bração Nanda!!!

    • acho q a despedida dos Dursley foi fraca pq o Duda original nao tah no filme… eh tipo um figurante, sabe??? e a Helena nasceu mesmo para ser a Belatrix! mal posso esperar pelo proximo!!!

  6. Axeiii a cena o máximooo!..
    E eles naum estavam nus de verdade soh foi uma cena
    em q Daniel estava de calça e Emma cobrindo os seio..
    Axei muito lgl e estranho.. mas lgl por gravarem uma cena emocionante!
    Tirou o fôlego… Mal posso esperar pelo próximo..
    Fika meio sem graça quando vc lê o livro e dps vai assistir o filme, mas me suspreendeu!

    • A cena pode ter sido filmada com roupa, mas no filme a intencao era parecer que ambos estavam nus… =)

      como eu falei, algumas pessoas podem ter gostado da cena, mas eu nao gostei =)

  7. Ainda ñ tendi pq fizeram essa cena com eles nus , mais eu achei q isso ñ foi tão chocante quanto a cena dos Malfoy x( ma causou arrepio e repulsa…

    Ótima resenha Nanda =) adorei ! ! !
    (concordo com a Sel)

  8. nossa eu gostei muito do beijo de harry e hrmione achei otimo na verdade eles eram pra fica junto eles conbinam muito! e ron que ficasse com luna dava mais certo!devia ter rolado um beijo real entre herry e hermione durante a cena não uma simples visão de ron!e durante a cena harry e hermione dançado dentro da barraca devia ter rolado um beijo!uma troca de olhares mais nem isso rolou que pena garanto que a maioria do público e a gostar!harry devia ter terminado com hermione não é justo agente esperar tanto pra que eles fiquem juntos!e acontecer assim harry terminando com gina que não tem nada ver com ele!harry e hermione pra sempre!

  9. é isso mesmo harry devia ter ficado com hermione nada ver ele ficar com gina eu acho que gina é muito fria sem graça aquela coisa parada demais!sem quase ação pra nada já hermione não ela é um pouco alegre sabe como reajir diante dos problemas harry devia ter terminado com ela e ron ter minasse com luna!e é mesmo e durante a cena de harry e hermione dançado na barraca não rolou nem um beijinho eu pensa que os dois e am se beijar quando os dois pararam de ldançar!não aconteceu nada só foi uma simples dança

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