Resenha: Estrela da Noite

 

Mais uma vez, Ever deve enfrentar uma pessoa louca/psicopata que só quer saber de fazer ela sofrer – o detalhe é que dessa vez essa pessoa é sua ex melhor amiga Haven. Haven virou uma imortal descontrolada, cheia de rancores, mas ainda assim forte e que quer matar Ever. Além disso, ainda temos Ever – com seus conflitos interiores, sua necessidade de acabar com Haven antes que ela faça muitas burradas e na indecisão da personagem, que ao descobrir segredos de suas vidas passadas, fica sem saber se escolhe entre Damen e Jude.
Haven é uma pessoa que eu não aguentaria na vida real: negativa, invejosa, com uma necessidade absurda de aparecer, mas tenho que admitir que a sua transformação fez dela uma a vilã mais interessantes da série (até o momento). Também não acho que Ever seja a personagem mais carismática do livro… ela cansa… a sua falta de discernimento das coisas a sua volta e seus conflitos internos faz com que eu acabe preferindo outros personagens – eu adoro o Miles, melhor amigo de Ever, que é mais decidido e está mais aberto a novidades/mudanças.
Por mais que Alyson Noel se esforce desde o primeiro livro para trazer aos leitores algo diferente e interessante, ela ainda está presa a um ciclo vicioso no qual um personagem não gosta da Ever e tenta de todas as maneiras feri-la ou ferir as pessoas que ela gosta para se vingar de alguma coisa. Tirando o fato de que alguns personagens morreram e outros tomaram o seu lugar e de que os “vilões” sempre têm algum item novo que Ever precisa, a essência é idêntica em pelo menos quatro dos livros publicados. Acredito que essa repetição faz com que a história fique, de certa forma, estagnada e se torne menos interessante aos leitores.
No entanto, o final de Estrela da Noite traz um elemento novo: um enigma, em forma de canção, que Ever deve desvendar para poder desfrutar da felicidade. Ainda assim, resta saber se no próximo livro da série, Infinito, a autora irá explorar de maneira interessante esse novo elemento ou se continuará apegada ao ciclo vicioso dos livros anteriores.
Eu tenho esperanças (até demais) que ela utilize esse novo elemento para criar uma situação completamente diferente das situações relatadas nos livros anteriores e que, com isso, a história fique mais emocionante, e que seja mais atraente e também surpreendente – acho que a novidade é algo que faltava ao enredo desse livro, pois desde o segundo livro ficou tudo muito previsível.

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