Resenha: Anaíd e o Deserto de Gelo

Antes de começar, vale ressaltar que na série A Guerra das Bruxas, existem dois lados: Omar são bruxas boas, que buscam o equilíbrio das coisas e a felicidade através da união e família e Odishs são bruxas más, egoístas, mais preocupadas com os próprios ganhos do que com um mundo melhor e que assassinam criancinhas/jovens para manter a juventude.

Durante o primeiro livro, a personagem Anaíd descobriu que sua mãe tardara seu desenvolvimento, a escondera, pintara seu cabelo. Tudo isso porque Anaíd era uma bruxa – e não qualquer bruxa, ela é a eleita da profecia Om, que irá pôr um fim na guerra entre as bruxas Omar e Odish.

O livro começa com o aniversário de Anaíd, tentativa de a menina ter uma noite normal de adolescente. No entanto, a vida de Anaíd não é mais normal: ela é caçada pelas Odish que querem destruir a eleita, ela não sabe mais quem é amigo ou inimigo. Por isso, a garota deve fugir com Selene (sua mãe), para aprender a se defender e para assumir as responsabilidades da eleita.

Antes mesmo da fuga – arquitetada por Selene – a mãe de Anaíd decide contar as histórias de seu passado. Claro que a história de Selene também é a história de Anaíd. E esse é o foco do segundo livro da série A Guerra das Bruxas: o passado de Selene e, consequentemente, da Eleita.

Nesse livro somos apresentados à Selene de 17 anos, irresponsável, sem vontade de ser bruxa e totalmente geniosa. Conhecemos a história de seu tempo na faculdade, descobrimos que houve a volta de uma Odish muito poderosa, Selena encontra o primeiro amor e os primeiros conflitos e briga constantemente com a mãe – uma bruxa Omar muito importante. Os acontecimentos do passado são bem construídos pela autora e contados no ritmo certo – ela não despeja toda a informação de uma vez, mas faz com que acompanhemos a história aos poucos, como se fossemos Anaíd e tivéssemos ouvindo Selene. Ficamos muito curiosos a cada virada de página, mas a autora deixa claro que a história tem sua cronologia – e o fato de ela conservar essa cronologia e não pular partes faz com que a informação que é passada seja nada confusa.

Além de prender a atenção com flashbacks – costumo não gostar de flashbacks -, a autora nos leva a outro cenário exótico: O passado que Selene compartilha em “Anaíd e o Deserto de Gelo” tem como um dos cenários o extremo norte da Europa – Islândia, Noruega, Groelândia, cenários que mal conhecemos e são tão estranhos para nós. Além de passar por regiões de nomes que mal consigo pronunciar, conhecemos um pouco da cultura do povo nórdico, dos esquimós, conhecemos sobre os animais daquela região. Por alguns instantes, você até chega a acreditar que a história passa em um mundo irreal, fantástico, e depois se lembra que na verdade tudo isso existe, só não é tão conhecido por nós.

No final do livro, entendemos as responsabilidades de Anaíd, entendemos os riscos que ela corre e mais do que tudo, entendemos porque ela é tão especial. E também mudamos um pouco nossa opinião sobre Selene: se antes podíamos achar que ela era uma pessoa má – principalmente porque ela se alia às Odish no primeiro livro – nesse segundo livro vemos que acima de tudo ela é mãe!

O próximo livro deve abordar o treinamento de Anaíd como a Eleita e pela estrutura dos dois primeiros livros, Maitê Carranza com certeza nos encantará ainda mais…

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