Livro – A Nuvem da Morte (O Jovem Sherlock Holmes)

Sou um tanto quanto apaixonada pelas histórias de Sherlock Holmes… desde pequena, a capacidade desse detetive de solucionar os mais complicados mistérios como se fosse algo simplório me encantou. No entanto, mesmo com tantos contos e romances, Sir Arthur Conan Doyle deixou alguns buracos na história do detetive Sherlock Holmes. Um desses buracos diz respeito à infância do famoso detetive. Como era Sherlock Holmes quando ele era mais novo? Quando ele descobriu sua vocação para ser detive?

Andrew Lane, fã das histórias de Sherlock Holmes e que viu que haviam esses buracos, decidiu criar sua própria versão do jovem Sherlock Holmes. No primeiro livro do que ele promete ser uma série, ele nos apresenta um Sherlock de doze anos, bem inteligente, que freqüenta um colégio interno para meninos e que está prestes a sair de férias e reencontrar a família. Sherlock acaba descobrindo que vai passar as férias com os tios (pessoas desconhecidas), já que o pai está na guerra, a mãe cuidando da irmã doente e o irmão tem que trabalhar em Londres.

 

Nessa temporada na casa dos tios, Sherlock acaba conhecendo Matty, um menino de rua que decide confidenciar a Sherlock uma morte que ele presenciou. E quando, logo depois, um funcionário da fazenda do tio morre da mesma maneira, é despertada em Sherlock uma curiosidade incontrolável de desvendar os fatos por trás do mistério.

 

Sherlock se esconde, coleta informações, apanha, é capturado, foge.. tudo de um jeito bem Sherlock Holmes. E com a ajuda de Matty, de seu tutor Amyus Crowe e a filha dele, Sherlock tentará impedir um plano criminoso que visa acabar com diversas vidas e derrubar a Inglaterra.

 

Andrew Lane nos apresenta um personagem com sentimentos, que está descobrindo a sua vocação e que ainda tem muito o que aprender. O autor explora conflitos internos do personagem, explora uma época bem diferente da atual, tudo para que os leitores acreditem que estão mesmo lendo sobre o clássico detetive. Muitas pessoas podem achar o livro chato, exatamente por ele tentar se aprofundar na personalidade de Sherlock – ao mesmo tempo em que tenta se manter fiel à essência do personagem criado por Sir Arthur Conan Doyle -, mas eu gostei bastante. Não ficou superficial, a idéia da história é bem interessante e me prendeu. Só não dá para dizer que é melhor que a original, por isso não tem como.

 

Para quem quer conhecer Sherlock Holmes ou para quem quer explorar esse lado novo da história do detetive, eu acho que esse primeiro livro da série o Jovem Sherlock Holmes vale a pena. Espero que o ritmo dos outros livros não decepcione!

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