Livro – The Looking Glass Wars

E se a história que conhecemos de Alice no país das Maravilhas tivesse um pé na realidade? E se Alice – ou Alyss – fosse herdeira de Wonderland? E se ela tivesse sido mandada para nossa realidade para escapar das garras da tia Redd? E se ela tivesse tentado contar a história real a Lewis Carrol e ele, entendendo tudo errado, decidiu escrever um livro errôneo sobre a fantasiosa mente de uma criança?

Frank Beddor decidiu explorar essa possibilidade em the Looking Glass Wars. Ganhei primeiro a versão em quadrinhos da história em dezembro de 2010 e achei muito legal – decidi adquirir o livro. O livro contra a história da princesa Alyss Heart, que possui uma poderosa imaginação – a imaginação é a principal força do reino de Wonderland – e é a herdeira do trono de Wonderland. O que ela não imaginava é que em seu aniversário, o reino de Wonderland seria tomado pela psicótica Redd, tia de Alyss, que fora antes isolada para não ocupar o trono e decidiu que queria toma-lo mesmo assim. Junto ao fiel escudeiro da família real, Hatter Madigan, Alyss escapa para o mundo que conhecemos e chega a Londres (enquanto Hatter chega a Paris). A garota percebe que o poder de sua imaginação não é tão forte nessa nova realidade e, para se adaptar, ela aos poucos deixa Wonderland de lado e vira cada dia mais Alice Lindell, uma bela dama – ela desistiu mesmo de convencer as pessoas que Wonderland era real, principalmente após a publicação do livro Alice no país das maravilhas. Enquanto isso em Wonderland, sem saber que a princesa sobrevivera, um grupo de resistentes tenta acabar com a ditadura de Redd.

Nem a própria Alyss contava com sua volta a Wonderland, mas isso acontece em momentos finais da história. E para ajudar o exército rebelde, ela deve reaprender a usar sua imaginação para enfrentar a sua cruel tia (que assassinou seus pais).

O livro muda bastante as personalidades dos personagens que conhecemos na história de Lewis Carrol. O Coelho Branco (White Rabbit) é na verdade uma criatura de longas orelhas – e ótima audição – chamada Bibwit Harte (se rearranjar as letras desse nome, fica White Rabbit) e que é o tutor da família real e não tem tanta pressa; o Chapeleiro Louco (Mad Hatter) é na verdade Hatter Madigan, um exímio lutador (a principal arma é seu chapéu), que protege a família real, o Gato Risonho (Chesire Cat) é na verdade o Gato, um assassino de Redd; a Rainha de Copas é Redd – bem mais louca e sanguinária que a versão de Lewis Carrol, mesmo que sua frase favorita continue a mesma (Off with their heads). Ao longo de toda a história somos realmente levados a acreditar na existência de Wonderland. O autor teve a capacidade de aproximar esse mundo diferente da realidade e transformou a história de Alice (Alyss) em uma aventura mais emocionante que a original, cheia de fantasia, ação e até romance. Mesmo mudando muito da história, ainda percebemos a essência das aventuras originais de Alice no livro de Frank Beddor (há algumas referências a Alice no país dos espelhos também). O próximo livro da coleção é o seeing Redd, e estou bem curiosa para saber o que mais acontece em Wonderland e se o autor se dedicará mais a relacionar a história ao mundo real.

Ahn, alguns pontos do livro me fizeram lembrar do filme de Tim Burton – será que o produtor leu The Looking Glass Wars antes de fazer sua versão da história de Alice?

Infelizmente o livro não se encontra disponível em português ou e-book, mas é uma boa leitura para quem adora a história de Alice no país das Maravilhas. Mais informações sobre a série no site: www.lookingglasswars.com.

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