Filme – Sombras da Noite

Johnny Depp é um ator bem versátil. Depois de ser detetive, pirata e assumir muitas outras personalidades, é a vez dele ser um vampiro. (Essa resenha contém SPOILERS!).

O filme conta a história de Barnabas Collins (Johnny Depp), um nobre inglês, cuja família se mudou para os EUA e ficou rica graças a pesca. Barnabas era considerado um jovem atraente e acaba partindo o coração de uma bruxa – que desde que teve seu coração partido, decide acabar com toda a família Collins. Para começar a vigança, a bruxa (Eva Green) não só mata os pais de Barnabas, como também faz com que o seu amor se mate e com que o jovem se torne um vampiro. E como se não bastasse, ela enterra o coitado por 200 anos (196 para ser mais exata).

O vampiro acorda na década de 1970, com muitas coisas bem diferentes de quando virou um vampiro. Ele encontra os seus descendentes quase falidos, ainda amaldiçoados pela bruxa Angelique – que se tornou uma figura muito importante na cidade. Barnabas irá se esforçar para restaurar a glória da família e proteger seus descendentes – um grupo bem peculiar.

O elenco foi muito bem escolhido – como na maioria dos filmes do Tim Burton. E Johnny Depp mostrou que mesmo com um quilo de maquiagem, o maior trunfo dessas criaturas é o charme (foi uma lição de atuação). O filme também é recheado de piadas inteligentes e agradáveis – nada forçado ou apelativo – como relacionar o símbolo do McDonalds a primeira letra do nome um demônio, que apareceu em um livro que Barnabas lera.

O que estragou o filme, na minha opinião, foram os momentos finais, principalmente quando é revelado que Carolyn (Chloe Moretz) é uma lobisomem – isso porque eu adorei a atuação dela até esse momento. A cena da batalha final na casa dos Collins ficou um pouco avacalhada por causa da quantidade de informações desnecessárias que surgiram nesse momento. A história era bem promissora, mas faltou fechar sem querer colocar tudo de sobrenatural no filme (o filme já tinha bruxa, vampiro e fantasma, não precisava de mais).

Por mais que eu adore o Tim Burton, tenho que admitir que esse filme não é o melhor filme dele que eu assisti – acho que eu esperava algo mais irreverente do começo ao fim, ao estilo “Os Fantasmas se divertem”, mas o filme estava mais ao estilo de “Mansão Mal Assombrada” (não é dele, mas é a melhor comparação que achei). Espero que não tenha continuação, mesmo com a possibilidade levantada no final, quando Helena Boham Carter (que faz uma psicóloga que deseja ser imortal), acorda no fundo do mar, como vampira.

Ainda assim, deu vontade de assistir a série (bem antiga) que inspirou o filme… achei a ideia legal!

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