Livro – Em busca de WondLa

Eva Nove é uma menina que aos doze anos nunca vira o mundo exterior. Aos cuidados da robô Matter, Eva sempre desejou sair em aventuras e conhecer o mundo exterior que ela só vira em hologramas.

No entanto, quando o santuário onde Eva e Matter vivem é invadido, Eva descobre que vive em um abrigo subterrâneo e que o mundo da superfície é bem diferente do que ela havia aprendido. Perdida, sem saber se Matter escapou também, ela encontra Andrílio, uma criatura solitária, mas que conhece esse mundo diferente. Ambos acabam sequestrados por um caçador profissional e cruel, o Feraptor. Com custo, conseguem escapar e ainda resgatam Otto, um urso d’agua (que parece um tatu bola gigante com quem ela possui uma ligação telepática quase mágica).

Depois, voltam para resgatar Matter e juntos partem em uma aventura para descobrir se existem outros humanos nesse novo mundo em que Eva se encontra. É uma jornada de descobrimento, na qual Eva aprende aos poucos, com ajuda de um aparelho chamado Onipod, sobre as criaturas e os ambientes desse novo mundo. Claro que a garota e seus amigos encontram vários desafios no meio do caminho, mas a busca do WondLa (que muitas vezes é comparado com a busca por algo que confortará a menina nos momentos mais difíceis), não está livre de perigos, tragédias e surpresas.

O autor Tony Diterlizzi consegue nos transportar para o mundo futurístico e alienígena de Orbona de uma maneira encantadora. Suas ilustrações nos permitem imaginar com clareza como é esse novo mundo e como são as criaturas que o habitam e complementam perfeitamente as descrições durante a história.

O que eu mais gostei do livro é que protagonista, além de ser uma garota – o que não é comum em livros de fantasia (é certo que está menos raro) -, não é daquele tipo de heroína que de repente fica mais poderosa que o mundo. Ela é capturada várias vezes, conta sempre com ajuda dos amigos para escapar, e ao mesmo tempo que ela é muito esperta, Eva não tem superpoderes, depende da tecnologia a qual tem acesso e das criaturas que andam com ela. Ela não deixa de ser uma criança de 12 anos, sujeita aos perigos do mundo novo, sujeita a se machucar.

O livro tem alguns elementos que lembram Alice no País das Maravilhas, Planeta dos Macacos, e principalmente O Mágico de Oz (não só pelos os amigos diferentes que Eva Nove faz durante a jornada, mas também pelas situações que ela deve enfrentar durante sua aventura), mas de uma maneira totalmente própria e surpreendente. A cada parte da história (o livro é dividido em quatro partes), inclusive no final, descobrimos coisas novas sobre esse mundo. É cada reviravolta que me fez ter certeza de que essa série é uma das mais promissoras séries infanto-juvenis dentre todas que eu li recentemente. Mal posso esperar pelos próximos livros.

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