Livro – Puros

Imagina a bomba nuclear de Hiroshima e Nakasaki, no mundo inteiro… algumas pessoas foram para um porto seguro (nos EUA) chamado Domo e outras sofreram as consequências. As pessoas que não foram protegidas, devem conviver em um mundo destruído, com mutações e rebeldes ameaçando a segurança dos sobreviventes, todos os dias.  Ahn, como se não fosse ruim o suficiente, os sobreviventes possuem queimaduras e foram fundidos com objetos e até outros seres vivos.

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A história começa com Pressia, uma menina que tem uma cabeça de boneca fundida com sua mão. Bem próximo de completar dezesseis anos, ela teme ser recrutada – a força – pelo exército rebelde (OBR), ter que abandonar o avô e ainda tenta sobreviver no mundo destruído.

Depois somos apresentados a Partridge, um menino do Domo, cujo o pai é importante no estabelecimento desse ambiente seguro, e é considerado um puro – alguém que não sofreu com as explosões (não possui nenhuma cicatriz, queimadura ou foi fundido). Ele deseja sair do Domo para tentar descobrir se sua mãe continua viva.

O destino dos dois se cruza quando Partridge consegue sair do Domo e Pressia decide ajudar o menino em sua busca por sua mãe. Com a ajuda de outra pessoa, Bradwell (um menino com grande potencial para promover uma resistência e que foi fundido a pássaros – e que de alguma maneira atrai Pressia), os três se envolvem em uma arriscada missão – que inclui Pressia sendo capturada pela OBR, Bradwell e Partridge quase morrendo, dentre outras coisas.

Também conhecemos ao longo do livro El Capitán (que faz parte do exército rebelde e foi fundido ao irmão) e Lyda (uma garota do Domo apaixonada por Partridge e que acaba sendo castigada por isso).

São quatro personagens bem diferentes, mas é difícil perceber a mudança na narração de um personagem para o outro (principalmente porque a história é em terceira pessoa) e isso deixa a história um pouco confusa – em alguns momentos, só consegui distinguir quem era o centro do capítulo (ou deveria ser) pelo título do mesmo, que tem o nome do personagem que está narrando até mais destacado que o nome do capítulo. Para ser sincera, acho que o maior problema é que não consegui me prender a nenhum personagem – nenhum me conquistou de verdade.

Admiro a autora por tentar criar um livro de ficção diferente a partir de algo tão aterrorizante quanto as explosões nucleares, mas achei o livro cansativo. Talvez eu gostasse mais se Bradwell fosse um dos narradores, ou talvez a história seja tão pesada e cheia de referências mais tristes que simplesmente dá vontade de largar o livro. Os momentos que supostamente seriam bem-humorados beiram o sádico.

Provavelmente a história deve ter algumas reviravoltas, como ligação entre Pressia e Partridge revelada no final desse primeiro livro, mas eu não sei se os próximos livros poderão me surpreender ou se eles serão mais previsíveis… espero que os próximos livros me deixem mais ansiosa pela continuação da série.

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